Por muito tempo a gente pode sentir-se aprisionado a uma coisa que ao mesmo tempo que parece tão banal, parece tão complicada de desvencilhar-se: a opinião da nossa família.
Quantas vezes fantasmas da culpa e do medo não assombram nossos ouvidos e nossas mentes por querermos fazer as coisas diferentes do que sabemos que nossa família acha certo?
“Garotas de família não fazem isso”
E assim, muitas vezes acabamos absorvendo por osmose conceitos que muitas vezes nem paramos para nos perguntar se realmente concordamos com eles.
Um dia descobrimos que não podemos ser perfeitos, por mais que queiramos e/ou tentemos. Que querer ser como agrada aos outros e não a gente não vale a pena. Acabamos perdendo nossa identidade. Até mesmo esquecendo como nós somos. Ter o orgulho dos nossos pais claro que é bom, mas eles sabendo que por trás da pessoa do bem existe uma pessoa de carne e osso. Uma pessoa que erra, que tem opiniões diferentes.
Querer causar orgulho em alguém pode fazer a gente parar de viver. Qual a recompensa que temos? Admiração dos outros ? Será que vale mesmo tanto esforço para isso?
E ficar ai pelo mundo andando como se pisasse em ovos, sem ter coragem de sermos nós mesmos …. Agradando muito mais aos outros que a nós mesmos…
Quero ser admirada por ser quem sou , exatamente como sou, com vontade de fazer coisas do bem, de querer sempre acertar, mas sabendo que tenho meus deslizes.
Para que andar se equilibrando, sem medo de deslizar?
O mundo está ai para pisarmos com os pés firmes, com coragem de sermos nós mesmos, sem máscaras, sem pudores… E lá na frente termos a certeza de que não desperdiçamos nossa vida, que fizemos tudo exatamente como NÓS queríamos…
É difícil, mas sinto que esta bola de ferro que me aprisionava está bem mais leve. E que muitos conceitos já estão devidamente engavetados.